Um Futuro sem Rumo

Não são poucas as artimanhas e técnicas adquiridas em treinamentos especializados em que muitos, principalmente na política, utilizam para transmitir às pessoas, muitas vezes de forma artificial, suas idéias, suas propostas. Quase sempre falam aquilo que seu público quer ouvir. Usam frases prontas e de efeitos, fazem caras e bocas nos vídeos e essas artificialidades acabam surtindo efeitos. Dessa forma muitos políticos se elegem gerando a expectativa de que são os verdadeiros “Salvadores da Pátria”.

Em Jundiaí o exemplo disso é claro. O prefeito eleito no última pleito usou em sua campanha o slogan “Agora é a vez do Futuro”. Muitos acreditaram. Mas passado a euforia da eleição e as pirotecnias, a população se depara com a realidade.
Os novos “gestores” não conseguem entregar a população o que tanto prometeram.

Tendo como muletas a dívida herdada da gestão anterior, adotam o discurso de que tudo é culpa da dívida. Claro, tinha dívida e segundo os próprios gestores algo em torno de 4,75% do orçamento. Se considerarmos a crise em que o Brasil atravessa, acentuada desde 2014, não é uma situação confortável mas é compreensível e administrável se considerarmos que temos um orçamento em torno de R$ 2 bilhões de reais.

O discurso da dívida não para mais em pé. A população quer gestão e serviços públicos de qualidade compatíveis com o orçamento de Jundiaí. Até aqui os novos gestores vem colecionando sucessivos erros, principalmente na falta de diálogo com a população. Passado um ano não conseguiram, se quer, resolver o problema de conservação da cidade. Matos tomam conta das vias públicas em todos os bairros. Os problemas da saúde ainda persistem. Como exemplo, a UPA do Novo Horizonte, que já estava pronta ao assumirem o governo e até hoje não conseguiram colocar em funcionamento para atender a população.

No final do ano de 2017 o prefeito enviou à Câmara Municipal um projeto de lei de atualização da planta genérica de valores de imóveis em 25%, que seria imediatamente refletido no IPTU. Foi aí o primeiro sinal de uma gestão atabalhoada, sem diálogo e de capacidade técnica questionável. Houve, dessa vez, pressão da sociedade, movimentos sociais e partidos políticos. Houve até vaias ao prefeito em um evento em que participava.
Não aguentando a pressão e reconhecendo o erro, retirou o projeto.

Nessa mesma semana avisa que não iria reajustar a tarifa de ônibus e que notícias sobre o aumento era boato. Menos de 20 dias depois anuncia um aumento de 33% na tarifa, elevando o valor do bilhete único de R$3,00 para R$4,00.
Mais um grave erro de gestão. Erra em não dialogar com a sociedade. Erra ao transmitir para a sociedade que é um governo perdido, sem planejamento, que não mantém a palavra, gerando insegurança para a população.

Não menos atabalhoada foi a justificativa dada pelo executivo ao negar o repasse de verbas devolvidas pelo legislativo e divulgada pelo próprio presidente da casa de que os recursos seriam destinados ao Grendacc, instituição que precisa muito desses recursos e que recebeu várias promessas de ajudas das lideranças políticas de nossa cidade. Quando tiveram a oportunidade e até se comprometeram, recuaram, sem ao menos dar motivos plausíveis da negativa.

Um gestor tem que ter posições firmes, tomar decisões e manter sua palavra. Ao fundamentar a necessidade do reajuste entra no discurso pirotécnico de que irá usar o dinheiro para investir na saúde, educação e segurança.
Nessa altura somente os gestores acreditam nessas frases prontas porque a população perdeu a confiança. A sensação é de que o discurso é frágil e politiqueiro. Subestimam a população.

Frases de efeitos em propagandas caras não vão mascarar a verdade. A população vai ao médico, utiliza ônibus, paga seus impostos e sabe enxergar a cidade como ela é, sem faz de contas.

Em 2012, o atual prefeito que na condição de candidato nas eleições daquele ano, em mais uma das estratégias de marketing, prometeu durante a campanha, reduzir a tarifa do ônibus para R$2,60. Atitude desesperada que contribuiu para sua derrota. A população não viu fundamento nesse discurso.

Não há clareza.
Ao fundamentar os reajustes com base nas planilhas apresentadas pelas empresas não faz de forma didática e gera mais dúvidas na população.

Tem que ser transparente. Mostrar em números e na prática se há ou não recursos e onde estão sendo investidos. Mais uma vez, dialogar com a sociedade, com os movimentos sociais, entidades de classe, enfim, falar com os que são afetados diretamente no dia a dia por decisões como essa seria, no mínimo, um gesto importante na busca de segurança e credibilidade na gestão.

Foi com diálogo e transparência que lutei e assim conseguimos a implantação do bilhete único em nossa cidade.
Fizemos diálogos e obtivemos apoios da população, dos vereadores, dos movimentos sindicais, dos movimentos sociais, de empresários e do executivo. Por isso foi uma ação que resultou em grande aceitação e benefício para a população. Também foi com diálogo que na condição de presidente da Câmara Municipal de Jundiaí, construímos com os vereadores e o executivo, a destinação de parte do recurso economizado pelo legislativo para o Grendaac. Foram R$ 500 mil reais destinados a entidade que certamente muito contribuiu para as melhorias daquele complexo. Com vontade política, articulação e planejamento, é possível.

Precisamos avançar na questão da mobilidade urbana, criar o bilhete único regional. Pra isso é preciso muita articulação, diálogo e transparência.

A vez do Futuro se mostra com os piores vícios do passado e dessa vez com a certeza de que nosso rumo é incerto.

As alças acima das divergências

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deve fazer uma parada em Jundiaí para entregar a primeira etapa de um projeto grandioso, importante e com grandes investimentos – as alças da Anhanguera. Olhando as imponentes pontes que estão sendo construídas, dá gosto de ver como a engenheira trabalha para resolver grandes problemas próprios das cidades que não páram de crescer, como é o caso de Jundiaí.

Muita gente talvez não saiba, entretanto, que antes que o primeiro trator fosse ligado, para iniciar o projeto das alças, uma verdadeira batalha se desenrolou no sentido de pressionar o governo a se mexer e a injetar dinheiro numa das cidades mais pulsantes do estado. Posso falar porque participei de maneira intensa como cidadão, como líder sindical e como presidente da Câmara de Jundiaí. Estava junto quando esticamos faixa no trânsito caótico pedindo a obra, estimulei campanhas na rede social como aquela que utiliza a o meme “cadê as alças governador” e atuei em sintonia com o ex prefeito Pedro Bigardi para colocar toda pressão possível em Alckmin a fim de fazer a obra sair do papel. Deu resultado.

Mas, verdade seja dita, essa é uma obra de autoria coletiva. Tudo começa com a generosidade e empenho do saudoso prefeito Ary Fossem que fez uma lei sob medida, permitindo a concessionária estabelecer parceria com o Estado. Depois disso houve manifestação de deputados, de outras lideranças e o clamor forte da população. A gestão de Bigardi também fez sua parte, com doação de terreno e resolvendo todos os pedidos técnicos feito pela concessionária, gestão de trânsito e outras pequenas intervenções. E, felizmente, a atual administração deu prosseguimento aos esforços. Como as alças estão acima das divergências, todos se uniram e o movimento ficou impossível de ser freado.

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O governo de São Paulo cedeu e os tratores enfim começaram a funcionar.

Assim que estiver concluída, as alças da Anhanguera devem melhorar muito o fluxo de veículos em áreas hoje caóticas como o trevo da Avenida Jundiaí, propor uma saída racional para os ônibus da nova rodoviária e oxigenar de maneira geral o trânsito da cidade. Uma vitória de todos.

Saúde sem partido

Saúde sem partido

Falar que a saúde está na UTI é uma crítica muito superficial. Frase pronta, com efeito pouco construtivo. Sim, a saúde, e falo principalmente de Jundiaí, precisa de rápidas soluções. Temos o Hospital São Vicente, local inclusive onde eu nasci, que está prestes a perder recursos que podem prejudicar muito o seu funcionamento. O São Vicente aguarda o repasse do Governo do Estado de mais de 2 milhões de reais ao mês do recurso do Santa Casa Sustentável que até hoje não chegou aos cofres da entidade. Temos o Hospital Regional que tem uma ótima estrutura e que parte está ociosa. Poderia ter uma destinação que o tornasse mais eficiente para atender Jundiaí e Região. O GRENDACC que cumpre um papel fundamental no tratamento especializado em crianças com câncer e precisa do convênio com o governo Federal para manter sua nova ala cirúrgica. Enfim, para sair da superficialidade da crítica e aprofundar na busca de soluções concretas é preciso diálogo e ação por parte das forças políticas de nossa cidade e Região. O prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, que também é o presidente do Aglomerado Urbano de Jundiaí além de legitimidade tem toda capacidade para ser o articulador desse processo. Ele, juntamente com o Deputado federal Miguel Haddad, ambos do PSDB que é também o partido do governo do Estado, o Deputado estadual de Várzea Paulista, Junior Aprilanti, do PSB, partido do vice-governador, podem reunir os prefeitos das cidades que compõem o aglomerado, que também tem responsabilidades e interesse, e mergulhar nesse tema para, unidos, buscarem alternativas.
Esse é um momento de união dos municípios que devem enfrentar a questão e colocar acima das disputas políticas e eleitorais. A saúde, essa sim, não deve ter partido. Só a crítica, sem ação, não irá tirar a Saúde da UTI.

Jardim São Camilo recebe nova etapa de obras

Jardim São Camilo recebe nova etapa de obras

Muito importante a continuidade destas obras. Jardim São Camilo recebe nova etapa de obras na próxima semana

Na próxima semana, terá início uma nova etapa da obra de interligação viária que está sob responsabilidade da FUMAS no Jardim São Camilo. A etapa consiste na construção de um muro de gabiões de 60m de extensão por 12m de altura na parte alta da nova rua, que ligará a Rua Pedro Ravanhani até a Rua Ângelo Rivelli, no Jardim da Fonte.

A grandiosidade da obra viária do Jardim São Camilo, que começou a partir do reassentamento de 400 famílias que foram retiradas do trecho submetido à intervenção, está modificando toda a cara do bairro. Além da rua que interligará o São Camilo ao Jardim da Fonte, também foi ampliada a Rua José Maria Whitaker, que fica na parte baixa do bairro.

Fonte: Jornal da Região