Enquanto estivermos batendo recorde de informalidade, estaremos longe de combater a desigualdade

Agora, que os últimos dados sobre emprego foram publicados, fomos procurar entender os números. Se por um lado batemos recorde de pessoas ocupadas, batemos recorde também de pessoas na informalidade. E o que isso significa? Na prática isso quer dizer que 4 em cada 10 brasileiros ocupados estão trabalhando sem nenhum direito, nenhuma proteção social, deixando de contribuir com a previdência e, dessa maneira, acabando com qualquer chance de aposentadoria no futuro. Isso quer dizer que lá na ponta, se aquele pai ou mãe que hoje vende pano de prato no semáforo sofrer qualquer acidente, a sua família ficará sem sustento.

Não é de hoje que a situação é grave. Entre 2014 e 2017, nós registramos 6,27 milhões de “novos pobres”. Homens e mulheres que perderam os seus empregos e passaram a ter uma renda mensal inferior a R$233. As supostas medidas para combater esse quadro estão se mostrando ineficazes. A terceirização, a reforma trabalhista e, mais recentemente, a previdenciária só estão aprofundando a desesperança de quem luta diariamente para levar algum dinheiro para casa e colocar alguma coisa no prato de seus filhos.

É preciso ver que muitos que hoje estão na informalidade se tornaram micro e pequenos empresários. São brasileiros que buscam tocar um pequeno comércio no bairro, em casa, e precisam de crédito para poder investir e fazer o seu negócio virar. Mas como cerca de 62 milhões de brasileiros estão com o nome no SPC, fica quase impossível conseguir um empréstimo para começar ou investir em um negócio próprio. Ajudar o povo a quitar as suas dívidas para voltar a ter crédito é algo urgente. Quando o comércio gira, ele gera emprego, renda para as famílias e demanda para a indústria.

Não precisamos de mágica. Precisamos de seriedade, coragem e compromisso com o povo. Precisamos valorizar quem trabalha e quem produz, quem está todo dia “no batente” e quem gera emprego. Enquanto estivermos batendo recorde de informalidade, estaremos longe de combater a desigualdade.

Links:
BBC: https://bbc.in/2nW8PRc
FOLHA de SP: https://bit.ly/2mbyPYp

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Não podemos é aceitar que mais uma vez o povo pague a conta

São quase 13 milhões de desempregados, outros 38 milhões na informalidade, ‘fugindo do rapa’ nas cidades, preço da gasolina e do gás de cozinha subindo, dólar subindo e aumentando o preço do pão francês etc. Esse é o Brasil hoje! E as medidas recentes para tentar reverter essa lógica estão tendo um resultado oposto. A terceirização, a reforma trabalhista e, agora, a previdenciária, só estão piorando a situação. Como se isso não bastasse, o atual governo planeja congelar o salário mínimo. Ou seja: se as famílias já estão podendo comprar pouco, elas irão poder comprar menos ainda. Isso não prejudica só os trabalhadores. Quando o povo compra menos, a indústria produz menos. Se a indústria produz menos, ela manda funcionário embora. Assim, o desemprego aumenta ainda mais.

Existem alternativas? Sem dúvida. Ao invés de jogar na conta do trabalhador e da classe média, o governo poderia diminuir as isenções fiscais e programas refinanciamento de dívidas para grandes empresas. Aliás, ele poderia criar um programa de refinanciamento para as pessoas, para o povo! Quando as pessoas voltam a ter crédito, eles voltam a consumir, as empresas contratam e o comércio vende. O crédito também é fundamental para os empreendedores e comerciantes. Fora isso, o governo poderia também cobrar os grandes devedores da previdência, taxar os donos de bancos, que faturam zilhões e não pagam quase nada.
Existem outros caminhos para que o País volte a crescer. O que não podemos é aceitar que mais uma vez o povo pague a conta.

Links:
ESTADÃO: http://bit.ly/2V1VqTV
FOLHA DE SP: http://bit.ly/2Nm64Ei
EXAME: http://bit.ly/2NnAINC
FOLHA DE SP: http://bit.ly/2No8z95

#gersonsartori #pdt #salariominimo #saláriomínimo