Saques do FGTS – “só mais uma medida paliativa” aponta ex-vice-presidente da Caixa

Com a notícia de que o governo começará a liberar saques do FGTS, me reuni com o ex-vice presidente da Caixa Econômica Federal e consultor financeiro, João Carlos Garcia, para entender e avaliar essa medida. Como os saques deste ano serão limitados a R$500 por conta, o impacto para o comércio e a indústria serão muito pequenos, nada a ponto de gerar empregos e aquecer a economia por um período maior. Com toda a sua vivência e conhecimento de causa, João acredita que o FGTS deveria ser destinado para o financiamento de imóveis, construção civil, obras de saneamento e outras atividades que, tradicionalmente, geram empregos, movimentam a indústria e o varejo de forma mais duradoura. “Esses saques de até R$500 evidentemente ajudam num primeiro momento. Mas infelizmente é só mais uma medida paliativa”, afirmou João Carlos. Mais uma vez temos muito ‘barulho’ e cortina de fumaça, para pouca ação e propostas para a geração de emprego e renda. Um País gigante como o nosso precisa valorizar quem trabalha e quem produz.

Passou da hora de valorizar quem trabalha e quem produz.

Aprovaram o primeiro turno da reforma da previdência, aquilo que tinha tudo para durar meses, passou. O único ‘projeto’ que o atual governo tinha, tirando o decreto das armas e outras bobagens, foi aprovado. Mas e agora, o mercado vai se animar, a economia vai finalmente destravar e gerar empregos? Não. Certamente isso não irá acontecer. E não sou só eu quem diz isso. Economistas, especialistas e membros do próprio governo engrossam esse coro. Escutamos essas mesmas promessas vazias, quando a reforma trabalhista e a PEC do teto foram aprovadas. A recessão continuou e temos hoje mais de 13 milhões de desempregados. O investimento público atingiu o patamar mais baixo nos últimos 50 anos. E o Brasil tem hoje a maior desindustrialização entre 30 países, desde 1970.

Ou seja: é impossível acreditar que esta reforma irá aquecer a economia, sendo que ela tira 1 trilhão de reais dos trabalhadores e da classe média, ao longo de dez anos. Isso significa 1 trilhão a menos para o comércio e para a indústria, menos geladeiras vendidas, menos carros, menos remédios, menos feijão etc. Dessa maneira, o desenvolvimento econômico está cada dia mais distante. E não é liberando R$500 de FGTS que iremos aumentar o consumo ou tirar 64 milhões de brasileiros do SPC.

Com seis meses de governo vai ficando explícita a ausência de projeto, de políticas públicas, de ideias e governança. Sobram polêmicas e ofensas. Enquanto o presidente se dedica a discutir no twitter a questão da Venezuela, a tomada de três pinos e a Bruna Surfistinha, o povo sofre no sol, nas filas quilométricas das agências de emprego ou vendendo pano de prato, nas avenidas.

Seguiremos atentos, fazendo uma oposição propositiva, lutando no Congresso, no Senado e de todas maneiras previstas em nossa constituição, para reverter o que for possível desta reforma. O PDT não se esquiva da luta diária por um Brasil próspero, soberano e mais justo a todos.

Links:
Maia defende revisão da PEC do teto: https://glo.bo/2K26g7m
Só a reforma não será suficiente: https://glo.bo/2XXp6X2
Governo quer limitar saque de R$500 do FGTS: http://bit.ly/2JYHp4y

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6 meses de governo Bolsonaro – Sartori acompanha balanço apresentado por Ciro Gomes

Em São Paulo, acompanhei o Ciro Gomes na apresentação do observatório trabalhista do PDT. No encontro foram apresentados um balanço e os números dos 6 primeiros meses deste governo e um comparativo com aquilo foi proposto pelo PDT. Bem como uma análise dos impactos da reforma da previdência e tudo aquilo que podemos fazer, nesse momento, para combater essa perversidade feita com a maioria dos brasileiros. O @pdtnacional seguirá lutando!

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Reflexões sobre a previdência social

Com o passar do tempo é natural que um País repense o seu modelo de previdência social. A questão é complexa e divide opinões. Desde as últimas eleições, nós do PDT temos estudado o tema com uma equipe econômica experiente formada por Ciro Gomes, Mauro Benevides Filho, Nelson Marconi e capitaneada pelo ex-ministro do trabalho e presidente nacional do partido, Carlos Lupi. Desse núcleo saíram as propostas econômicas apresentadas pelo Ciro em 2018 e também o modelo de reforma defendido, este ano, pela bancada do PDT no congresso. Particularmente, tive a oportunidade de participar e debater com esse grupo em um encontro realizado em Brasília, em março deste ano. Na ocasião, chegamos ao consenso de que existem alternativas ao que foi apresentado pelo atual governo. Por exemplo: cobrar grandes devedores, diminuir os programas de refinanciamento e isenções fiscais, taxar lucros e dividendos dos bancos e grandes especuladores. Essas medidas imediatas nos dariam um ‘fôlego’ para discutir com a população de maneira clara, apresentando números e propostas justas para uma reforma. Infelizmente o governo não optou por este caminho democrático e participativo.

Agora, as expectativas depositadas nessa reforma são muitas. Porém, me parece fundamental lembrar que esse mesmo discurso de ‘destravar a economia’ foi usado pelo governo anterior, do Michel Temer, para aprovar a reforma trabalhista. A pretexto ‘modernizar’ as leis trabalhistas, as condições de trabalho foram precarizadas e empurraram milhares de trabalhadores para a informalidade, diminuindo assim a quantidade de contribuintes. Ou seja: se a crise já havia tirado o emprego de milhares de brasileiros, a reforma trabalhista abriu caminho para que a previdência passasse a arrecadar cada vem menos. A conta é simples: menos empregos formais = menos dinheiro na previdência.

Diante da sua carência de propostas, depois de eleito Bolsonaro ‘se agarrou’ na reforma da previdência e no Paulo Guedes, o seu ministro da economia. A campanha publicitária promovida por eles diz que a ‘nova previdência’ será mais justa e acabará com os privilégios. No entanto, a leitura do texto da proposta mostra exatamente o contrário. Quem irá ‘pagar a conta’ é mais uma vez o trabalhador, os pobres e a classe-média. As corporações, militares e servidores de alto escalão, continuarão tendo condições especiais. Resumindo: as regras podem até mudar mas os privilegiados e os injustiçados continuarão sendo os mesmos.

Parece sedutor acreditar que se a reforma gerar 1 trilhão em economia, em dez anos, estaremos fazendo algo de bom para o Brasil e para o povo. Aqui é importante considerar dois pontos. Primeiro – essa economia sairá do bolso do trabalhador, que irá consumir menos, poderá comprar menos feijão, menos carne, remédio etc. Quem ganha pouco não poupa, sobrevive! Segundo – a PEC do teto aprovada ainda na gestão Temer impede, criminosamente, que o governo faça maiores investimentos públicos. A reforma vai tirar do povo e o povo não irá desfrutar de melhorias significativas na saúde, na educação ou em qualquer outra área.

Ser contra essa proposta de reforma é compreender que não podemos aceitar mais qualquer política pública que fomente injustiças e agrave a desigualdade de um País já tão desigual. Gerar emprego continua sendo a reforma mais eficiente. Que a nossa esperança e urgência se traduzam em consciência no coração de nossos representantes. Nós iremos cobrar!

Gerson Sartori, vice-presidente estadual do PDT-SP, presidente do PDT Jundiaí.

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Executiva estadual discute as perspectivas para as próximas eleições municipais

Em reunião da executiva estadual do PDT, discutimos as perspectivas do partido para as próximas eleições municipais. Juntamente com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi e o nosso ex-prefeito, Pedro Bigardi, debatemos a situação atual da reforma da previdência, bem como as próximas agendas do Ciro Gomes, em São Paulo. Os desafios são enormes e a nossa motivação também!

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